n8n, Zapier ou Make: qual escolher para sua empresa
n8n, Zapier ou Make? Compare cobrança, facilidade de uso, controle dos dados e limites de cada ferramenta e veja qual combina com a sua empresa.
Na hora de escolher entre n8n, Zapier ou Make, a resposta curta é esta: o Zapier é o mais fácil para automações simples, o Make é um meio-termo visual com bom custo para fluxos médios, e o n8n compensa quando os processos têm muitas etapas, rodam em volume ou exigem controle sobre onde os dados ficam. As três ferramentas fazem o mesmo tipo de trabalho: ligam sistemas e passam dados de um para o outro sem ninguém copiar e colar.
A dúvida costuma aparecer quando a empresa já sabe o que quer automatizar, como levar leads do site para o CRM ou responder clientes no WhatsApp, e precisa decidir onde montar isso antes de contratar alguém. Ao final deste texto, você vai saber como cada ferramenta cobra, o que muda no custo quando o volume cresce, quando cada uma é a melhor escolha e quais perguntas fazer antes de decidir.
Qual a diferença entre n8n, Zapier e Make?
Se você ainda não conhece o n8n, vale ler antes o nosso artigo O que é o n8n e para que serve, que explica como os fluxos funcionam. Aqui o foco é a comparação.
As três ferramentas trabalham com a mesma lógica: um gatilho (algo que acontece, como um formulário enviado) dispara uma sequência de ações em outros sistemas. As diferenças estão em quatro pontos:
| Critério | Zapier | Make | n8n |
|---|---|---|---|
| Facilidade para começar | A mais simples, monta fluxos em formato de lista de passos | Editor visual em blocos, pede um pouco mais de prática | Editor visual em blocos, pede mais conhecimento técnico em fluxos complexos |
| Como cobra | Por tarefa (cada ação concluída) | Por crédito (em geral, cada módulo que executa uma ação) | Por execução (o fluxo inteiro conta uma vez) no Cloud, ou só o servidor na instalação própria |
| Onde roda | Na nuvem do Zapier | Na nuvem do Make | Na nuvem do n8n ou em um servidor seu |
| Fluxos complexos | Possível, com recursos de caminhos e código | Bom para ramificações e tratamento de dados | Condições, laços, código e agentes de IA no mesmo fluxo |
Nenhuma delas é “a melhor” em tudo. A escolha depende do tamanho do processo, do volume e de quem vai cuidar das automações depois.
Como cada ferramenta cobra
Esse é o ponto que mais pesa na decisão, porque a forma de cobrança muda muito o custo quando a empresa cresce. Os preços abaixo são das páginas oficiais em outubro de 2026. Eles mudam com frequência, então confira a tabela atual antes de decidir.
Zapier: por tarefa
No Zapier, a unidade de cobrança é a tarefa. Cada passo de ação concluído com sucesso conta uma tarefa. O gatilho e as ferramentas internas de filtro, formatação e caminhos não contam. O plano gratuito inclui 100 tarefas por mês e permite apenas fluxos de dois passos (um gatilho e uma ação). Os planos pagos são vendidos por faixa de tarefas e cobrados em dólar. Se o limite acabar, a automação para até o próximo ciclo, a menos que você ative a cobrança por tarefa excedente, que sai mais cara que a tarifa do plano. Confira a tabela atual em zapier.com/pricing.
Make: por crédito
No Make, a unidade de cobrança passou a ser o crédito, que substituiu as antigas “operações”. Segundo a própria página de preços, cada vez que um módulo do fluxo executa uma ação (ler, buscar, criar, atualizar ou transformar dados), ele consome créditos, em geral um por ação. Alguns recursos de IA consomem mais. O plano gratuito inclui 1.000 créditos por mês. Os planos pagos são vendidos por faixa de créditos, e o pagamento anual sai mais barato que o mensal. Confira a tabela atual em make.com/en/pricing e as regras de consumo na central de ajuda do Make.
n8n: por execução ou só o servidor
No n8n Cloud, a cobrança é por execução, e uma execução é uma rodada do fluxo inteiro, não importa quantos passos ele tenha. Na página oficial, o plano Starter aparece por 20 euros por mês (cobrança anual) com 2.500 execuções, e o Pro por 50 euros por mês (cobrança anual) com 10.000 execuções. Confira a tabela atual em n8n.io/pricing.
Há ainda a instalação própria: a edição comunitária do n8n é gratuita e roda em um servidor seu, como uma VPS (um servidor alugado na nuvem). Nesse formato você paga o servidor, não as execuções. Alguns recursos voltados para equipes maiores, como compartilhamento de fluxos entre usuários e controle de versões, ficam só nos planos pagos.
Quanto o custo muda quando o volume cresce
Para entender o efeito da forma de cobrança, imagine um fluxo ilustrativo: um lead preenche o formulário do site (gatilho) e a automação faz quatro ações, que são criar o contato no CRM, enviar uma mensagem no WhatsApp, registrar a origem em uma planilha e avisar o vendedor. Agora imagine esse fluxo rodando 1.000 vezes por mês.
- Zapier: são quatro ações por rodada, então cerca de 4.000 tarefas por mês.
- Make: cada módulo que executa conta, então o consumo fica na casa de 4.000 a 5.000 créditos por mês, conforme a forma como o gatilho é contado.
- n8n Cloud: 1.000 execuções por mês, porque o fluxo inteiro conta uma vez.
- n8n em servidor próprio: o volume não muda a conta, desde que o servidor dê conta da carga.
Os números são uma conta simplificada para mostrar a lógica, não um orçamento. Fluxos com repetições (por exemplo, processar cada item de um pedido) multiplicam o consumo no Zapier e no Make, enquanto no n8n continuam contando como uma execução. Por outro lado, a instalação própria tem um custo que não aparece na tabela: alguém precisa manter o servidor atualizado, com cópias de segurança e monitoramento.
Quando o Zapier é a melhor escolha
O Zapier faz sentido quando:
- a automação é simples, com poucos passos, e o volume é baixo;
- quem vai montar e manter é alguém da própria equipe, sem perfil técnico;
- você usa um aplicativo pouco comum que talvez não tenha conector pronto nas outras ferramentas. A página oficial fala em mais de 9.000 aplicativos integrados.
Para um dono de empresa que quer ligar duas ferramentas sozinho em uma tarde, o Zapier costuma ser o caminho mais rápido.
Quando o Make é a melhor escolha
O Make se destaca quando:
- o fluxo tem várias etapas e ramificações, mas o volume ainda é moderado;
- a empresa quer um editor visual que mostre o caminho dos dados com clareza;
- a equipe já usa o Make e tem automações funcionando bem nele.
A Think Make também constrói e mantém automações no Make. Quando um cliente já tem fluxos rodando lá e eles atendem bem, não há motivo para trocar só por trocar.
Quando o n8n é a melhor escolha
O n8n, nossa ferramenta principal, compensa quando:
- os processos têm muitas etapas, envolvem vários sistemas ou rodam em volume alto;
- o fluxo precisa de lógica mais elaborada, código ou um agente de IA que consulte informações da empresa;
- é importante que os dados dos clientes fiquem em um servidor sob o seu controle, o que ajuda na adequação à LGPD;
- você quer um custo previsível, que não sobe a cada nova etapa adicionada ao fluxo.
É o caso típico de um atendimento no WhatsApp integrado ao CRM e à agenda, em que cada conversa passa por várias etapas, ou de uma integração entre CRM, planilhas e sistemas de pagamento que roda o dia inteiro.
Os limites de cada uma
Nenhuma das três resolve tudo, e vale saber os pontos fracos antes de decidir:
- Zapier: o custo sobe rápido com fluxos longos e volume alto, e o plano gratuito não permite fluxos com mais de dois passos.
- Make: fluxos com muitas repetições consomem créditos depressa, e a curva de aprendizado é maior que a do Zapier.
- n8n: pede mais conhecimento técnico para fluxos complexos. Na instalação própria, alguém precisa cuidar do servidor; se ninguém fizer isso, uma falha pode passar despercebida.
Um erro comum é escolher pela ferramenta mais famosa ou pelo plano gratuito, sem fazer a conta do volume real. Outro é montar tudo às pressas e descobrir meses depois que ninguém sabe como o fluxo funciona. Seja qual for a ferramenta, documente o que cada automação faz e defina quem é avisado quando algo falha.
Perguntas para fazer antes de decidir
- Quantas vezes por mês esse processo acontece hoje, e quanto deve crescer?
- Quantas etapas e quantos sistemas o fluxo vai envolver?
- Os dados são sensíveis a ponto de você preferir mantê-los em um servidor seu?
- Quem vai montar e quem vai manter as automações depois que estiverem no ar?
- Você já usa alguma dessas ferramentas com fluxos que funcionam bem?
Com essas respostas, a escolha costuma ficar clara. Se quiser ajuda para fazer essa conta com o seu processo real, a Think Make faz um diagnóstico gratuito por vídeo: entendemos o que você quer automatizar, indicamos a ferramenta que faz mais sentido no seu caso e enviamos uma proposta com escopo, prazo e valor. Se o processo pedir algo fora do padrão, também fazemos automação sob medida.